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Panfleto LAETUS

La incla interior |Galo Fernández|

La incla interior |Galo Fernández|
Escurézseme outra tarde
d’esta mi vidina breve;
tou solín na mi solana
cu la lluz del sol que muere,
ascuitandu qu’aquí en dientru
nu mieu peitu, sonan güelpes:
 
Diz que son las martelladas
d’un martiellu persistente
que martiella, ya esmartiella,
ya de día, ya de nueite.
 
Sin parar ta clabuñandu
la gadaña de la muerte.
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2 comentarios

Amkiel -

Precioso, gracias. También da cuerda a nuestros relojes de sol.

cuco -

Al leerlo me acordé inmediatamente de esto:

Eu sou a chuva que lança a areia no Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é voce?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não
Eu sou o preto norte-americano forte com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música,
A mais velha e mas nova espada e seu corte
Eu sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gitá gogoya
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo.
Maria Bethania-Caetano Veloso.

Contra la oscuridad la luz.
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